Festivais, colecção de verão

•Julho 23, 2007 • Deixe um Comentário

O verão era, para muitos, sinónimo de praia. Até há bem pouco tempo, a ligação do verão com a música limitava-se a levar consigo o leitor de cassetes, útil para tostar a pele com um fundo sonoro agradável. Actualmente, o panorama é diferente e não se fala em verão sem falar em festivais, naturalmente denominados como “festivais de verão”. De todas as idades, de todas as partes de Portugal (e não só), reúnem-se multidões. A ideia é só uma. Abandonar-se à música e ao ambiente tão peculiar destes eventos. Já o formato, esse, varia de festival para festival, pelo que cada um irá acabar por encontrar o “seu” festival.

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Para melhor percebermos esse fenómeno cultural, o Ardina entrou em contacto com o Simão Freitas, um dos responsáveis pelo site “Festivaispt.org”, site de maior renome e qualificação nesta área. Assim, confirma que “o festival de verão é um conceito já muito familiar em todos os públicos” mas refere que a mudança é mais recente do que se pode pensar. “Há cerca de 3 anos atrás, isso não acontecia, os festivais de verão eram locais para os amantes da música. Hoje em dia já não é assim, os festivais tornaram-se uma moda”. Moda essa que explica pelo enorme “boom” de festivais dos últimos anos. Efectivamente, surgem novos festivais todos os anos e desaparecem outros, com curtos períodos de vida. A concorrência obriga a que os cartazes sejam escolhidos com base em modas e gostos generalizados, apostando-se mais na quantidade de visitantes do que propriamente na qualidade do cartaz. “O problema está em haver demasiado festivais”, explica Simão, “Não é posível ter grandes cartazes em todos eles, e é muito difícil agradar a gregos e a troianos.” Já para isso, certos festivais, como Paredes de Coura, têm apostado num estilo próprio e num género de música única. Assim, os festivais temáticos têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos.

 

Esses ditos adeptos, “festivaleiros”, como se apelidam, também têm mudado com o tempo. Com a evolução do conceito de festival como evento festivo (com cada vez mais actividades para além da música), afirma o habituado que se perde “também pela cada vez maior falta de ‘espírito festivaleiro’”, espírito esse que implica as longas deslocações até ao local do festival (sobretudo para as pessoas do norte que, a nível de localização dos festivais e consequentes custos para lá chegar, estão em clara desvantagem em relação aos lisboetas, por exemplo), o acampamento, o desligar do “eu” socialmente inserido para, durante uma semana, aderir por completo à filosofia intríseca à comunidade festivaleira.

 

Ao deparar-se com o desaparecimento da “raça”, o site FestivaisPT tem sido um óptimo “ponto de encontro” para todos os adeptos. “Temos crescido imenso e duplicado as visitas todos os meses”. Segundo Simão, esta imposição é natural, na medida em que foram os primeiros a aparecer. Para além disso, afirma tentar “inovar a cada ano que passa, com novas funcionalidades e incentivos à visita, participação e ajuda mútua”, esforço que lhe valeu a ele e a toda a equipa do site verificar um verdadeiro empenho de toda a “comunidade”.

 

Como “recompensa” para esta comunidade, o site FestivaisPT tem proposto diferentes passatempos, em parceria com diferentes empresas relacionadas com os festivais de verão. Explica Simão que há dois anos atrás começaram a propôr às promotoras dos eventos a cedência de passes para passatempos, com o objectivo de evoluir. Hoje em dia, tornou-se um hábito e são as próprias promotoras que muitas vezes os contactam, com informações para divulgarem. “Surgem também com frequência propostas de promotoras de eventos mais pequenos aos quais muitas vezes não podemos dar resposta simplesmente por não termos capacidade para tal, visto isto não ser um emprego e não termos tanto tempo como gostariamos para trabalhar neste projecto.”

 

E o tempo “sacrificado” no site é imenso. A equipa do site é reduzida, são poucos os elementos realmente ligados ao projecto. Pelo que, responsável pelo fórum, a parte vital do site, o jovem estudante admite que é um trabalho enorme. “Quando começou, a comunidade era pequena, mas foi crescendo exponencialmente, necessitando de cuidados redobrados à medida que o tempo ia passando.” Como responsavel, tem o dever de estar sempre atento a tudo o que se passa, corrigindo erros, promovendo o debate, criando novas formas de interagir com os utilizadores e estando sempre atento aos interesses do público em geral.

 

A moderação torna-se necessária, sobretudo na era da informação. “Os membros do fórum ajudam a procurar confirmações e divulgam-nas a todos. Isto faz com que o site e o fórum sejam uma referência no que toca a festivais.” Referência essa, até a nível de objecto de plágio. Pois, este ano verificou-se o aparecimento de vários novos sites dedicados ao tema. Sites que, não tendo a experiência nem a comunidade do FestivaisPT, foram limitando-se a copiar a informação, sem qualquer notificação das fontes, reclamando a exclusividade ou classificando a informação como sendo de primeira mão. “Há sempre quem se aproveite, inclusive sites com bem mais reconhecimento a nível nacional, como sites de revistas ou portais de notícias musicais online. Alguns abusaram, roubando literalmente o nosso material e disfarçando apenas o resultado final ao remover as nossas marcas”.

 

Apesar disto, o FestivaisPT mantém-se firme, pronto para cobrir os restantes festivais deste verão, preparando já algumas surpresas para o ano que vem, e esperando testemunhar a história dos festivais de verão por muitos anos.

 

 

 

 

Jacques Chirac julgado

•Julho 23, 2007 • Deixe um Comentário

Pela primeira vez em França, um antigo chefe de Estado foi interrogado na passada quinta-feira, durante mais de 4 horas, sobre o assunto dos empregos fictícios do RPR (“Rassemblement pour la République”, antigo partido francês de direita). Para esta audição extraordinária, o juíz Alain Philibeaux deslocou-se até ao escritório do antigo presidente. O encontro judiciário estava previsto desde o início do mês de julho mas foi cuidadosamente mantido segredo.

Jacques Chirac

 

“Conforme a ideia que tenho das exigências que se impõem a um responsável político, informei o encarregado das finanças do RPR que estava à sua disposição para responder às perguntas que deseja colocar-me.”, explica Jacques Chirac num artigo publicado no LeMonde.

Este dossier, aberto em 2002, diz respeito à remuneração ilegal de quadros do RPR, por volta da década de 90, pela cidade de Paris e por empresas de construção e trabalho público (um dos primeiros sectores de actividade económico francês). Um caso que custou caro ao antigo adjunto Alain Juppé, condenado a um ano de ineligibilidade. O estatuto de “testemunha assistida”, do qual usufrui Jacques Chirac, não o protege de eventuais processos judiciais.

O antigo Presidente da República Francesa deverá ser ouvido de novo antes de Setembro, no âmbito de outro caso de empregos fictícios.

Novo Harry Potter vende 15 livros por minuto

•Julho 23, 2007 • Deixe um Comentário

O novo livro de Johanne Kathleen Rowling, “Harry Potter and the Deathly Hallows”, último capítulo da saga Harry Potter, está oficialmente à venda, desde sábado, no mundo inteiro, dois anos após o lançamento do sexto capítulo. Não existiam já dados concretos do número de vendas no Reino Unido, mas a Bloomsbury, editora britânica da saga, adiantava já uns três milhões de livros vendidos aquando das primeiras 24 horas, ultrapassando os dois milhões que o capitulo precedente conseguira no mesmo lapso de tempo. Assim, a empresa WH Smith afirma ter vendido 15 obras por segundo durante a noite.

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A campanha que antecedeu o lançamento do livro e tinha por objectivo revelar informações sobre o desfecho das aventuras do “bruxinho” mais famoso da actualidade parece não ter cumprido o seu objectivo, pois o entusiasmo dos fãs revelou-se nos recordes de vendas a nível planetário, com um total de 8,3 milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos, logo no primeiro dia. Para não falar no importante número de pré-encomendas feitas em diversos sites da Internet, como o “amazon”.

 

“Harry Potter and the Deathly Hallows” é lançado dez anos após J.K. Rowling ter criado o universo do jovem feiticeiro, no livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Desde aí, os seis livros venderam mais de 300 milhões de exemplares em todo o mundo, tendo sido traduzido em mais de 60 línguas. Em Portugal, a Editorial Presença informa que os seis primeiros títulos venderam 1,3 milhões de livros. Resta agora esperar para ver se o fenómeno Harry Potter irá trazer mais alegrias à sua autora com a estreia, a semana passada, da aptação cinematográfica do quinto capítulo “Harry Potter e a Ordem da Fénix”.

Epica e Nightwish de volta em Setembro

•Julho 23, 2007 • 1 Comentário

Setembro foi o mês escolhido pela editora Nuclear Blast para lançar os novos trabalhos de duas das suas bandas de Metal sinfónico mais populares, Epica e Nightwish. “The Divine Conspiracy”, novo álbum da banda holandesa Epica, será lançado dia 7 de setembro, em quatro versões diferentes. Uma versão normal, uma limitada, outra denominada como “Deluxe” e um Gatefold LP. Quanto a “Dark Passion Play”, o próximo lançamento dos finlandeses Nightwish, este será lançado dia 28 do mesmo mês, igualmente em quatro versões. A habitual versão normal, a versão digipack 2CD, outra versão semelhante com uma tee-shirt exclusiva e, por fim, uma versãoVinyl.

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Começa agora um novo capítulo na história Nightwish, com a entrada de Anette Olzon como vocalista, sucedendo a Tarja Turünen. Após toda a controvérsia à volta do nome que substituiria aquela que foi idolatrada por milhares de fãs por todo o mundo, entra finalmente em palco Anette, com a dura de responsabilidade de conseguir impôr-se como o rosto de uma mudança. Se a nova cantora tem uma voz muito diferente de Tarja (muito mais próxima de Sharon, vocalista de Within Temptation), Tuomas, membro fundador, também afirmou em várias entrevistas que o novo álbum seria diferente de tudo o que já fez até agora e que este último beneficiou de uma produção sem equivalente. Sabendo perfeitamente que os fãs não irão deixar passar nenhum erro, Nightwish preparam-se para uma tour que terá início em Setembro e servirá de apoio ao lançamento.

Por outro lado, os holandeses Epica, que sofreram recentemente da saída do baterista Jeroen Simons, depararam-se com uma fuga inesperadamente precoce do material de “The Divine Conspiracy”. Se a banda sempre se mostrou a favor da partilha de música pela Internet (afirmando que este processo permitia que a música chegasse a um público mais amplo e, se calhar, sem condições para comprar o álbum), afirma que a fuga do álbum nas redes de “peer-to-peer” na Internet, estragaram por completo toda a magia ligada a uma data de lançamento. Mark Jansen, membro fundador, chegou a afirmar, no fórum do site oficial da banda, que comparava a pessoa que fez isso “àqueles tarados que plantam facas nos quadros dos muséus”. No que lhe diz respeito, a Nuclear Blast não demonstrou qualquer interesse em descobrir a fonte da fuga (ao contrário do que tinha feito com a banda Dimmu Borgir), e continua a promover a banda como se nada fosse, inclusive ao oferecer-lhes a primeira parte da digressão dos Sonata Artica. Como prémio de consolação, as críticas a “The Divine Conspiracy” por parte da imprensa especializada têm sido extremamente positivas.

Franceses elegem Nicolas Sarkozy

•Maio 7, 2007 • Deixe um Comentário

Os franceses elegeram, hoje, o candidato de direita Nicolas Sarkozy como Presidente da República. Com mais de 53% dos votos, sinaliza a derrota da candidata socialista Ségolène Royal, cujo estatuto de “primeira mulher a aceder às portas do Elysée” lhe foi negado para o tempo da sexta presidência da Vª república francesa.

 

Novo presidente francês

Aos 52 anos, Nicolas Sarkozy, grande favorito das sondagens, sucede finalmente a Jacques Chirac, cuja presidência durou 12 anos. Prometendo uma “ruptura” para reformar profundamente a França, o novo chefe de Estado foi felicitado pelo seu antecessor e pela sua “rival”, que apelou-o a servir “todos os franceses”.

No discurso que dirigiu aos franceses, Sarkozy exprimiu-se claramente sobre a dimensão internacional da sua presidência, demonstrando uma forte vontade em criar uma “união mediterrânea”. Realçou também a amizade que pretende manter com os Estados Unidos, relembrando no entanto que qualquer amizade “tolera e respeita as diferentes ideias do outro”. No final do seu discurso, ficou bem claro todo o espírito patriotista e nacionalista que o novo Presidente francês demonstrou querer insuflar a toda uma geração, afirmando que a sua eleição irá marcar uma viragem em França.

Royal garantiu que vai continuar ao lado dos franceses e que vai estar atenta às políticas que vão ser seguidas por Nicolas Sarkozy, afirmando que “algo se levantou e não irá parar”.

Lisboa e Porto em marcha pela legalização da Cannabis

•Maio 4, 2007 • 1 Comentário

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 A legislação do cultivo, venda e consumo medicinal e recreativo da Cannabis, é o mote da Marcha Global da Marijuana que se realiza amanhã em 200 cidades, nas quais se incluem Porto e Lisboa.

Num manifesto disponível na Internet – e que até quarta-feira tinha sido assinado por 180 pessoas – a COM.MARIA afirma que, esta iniciativa, pretende também apelar a uma maior investigação quanto às utilizações benéficas da planta. A Comissão pretende a “legislação da cannabis e das suas utilizações” bem como regulamentar “modos de obtenção da cannabis” e “encorajar o estudo e a pesquisa das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L”.

A organização da manifestação quer que seja criada regulamentação para que seja permitido, em estabelecimentos públicos, o consumo de cannabis e que “médicos e outros profissionais de saúde” possam prescrever a planta como tratamento terapêutico, à semelhança do que acontece no Canadá e na Catalunha, onde já se utiliza a cannabis, com sucesso assinalável, na redução da dor dos doentes de esclerose múltipla.

A Comissão Organizadora da Marcha Global pela Marijuana (COM.MARIA) considera que proibir o consumo da cannabis “não é do interesse público” uma vez que, põe em risco a saúde dos cidadãos, estimulando o mercado negro. Consideram esta proibição ineficaz e um “falhanço” na “sua missão de reduzir o consumo, o tráfico de drogas e o crime associado”.

A Marcha Global da Marijuana foi lançada em 1999, em Nova Iorque, Estados Unidos, na sequência de um encontro de interessados na legislação da cannabis, realizando-se sempre no primeiro sábado de Maio.
Em Portugal, realizou-se o ano passado pela primeira vez e foi organizada por um grupo de amigos, que tomou conhecimento da iniciativa através da Internet e reuniu cerca de 200 pessoas em Lisboa, pela legalização da cannabis.

Este ano, os organizadores esperam uma maior participação na marcha de Lisboa, uma vez que foi “organizada com mais tempo” e divulgada até em Nova Iorque.

Em Lisboa, a concentração dos participantes começa às 14h no Jardim das Amoreiras, estando previsto para as 16h o arranque da marcha do Largo do Rato ao Largo de Camões.
A animação também faz parte do programa e estará a cargo de DJ’s, bandas de percussão e grupos de música que actuarão antes, durante e depois da marcha.

No Porto, a concentração partirá depois das 15h da Praça do Marquês tendo como destino a Praça D. João I.
Os participantes da marcha no Norte também poderão esperar um animado cortejo a que se seguirá uma festa de encerramento, na qual têm entrada livre.

No site, a organização apela ainda a que os manifestantes usem “roupas verdes, tintas para o rosto – de preferência em tons de verde – apitos de plástico, panos com slogans reivindicativos (mas não ofensivos), alegria, djambés e pandeiretas”.

Defensores da construção do Museu de Salazar reunem-se em Santa Comba Dão

•Abril 29, 2007 • 1 Comentário

Ontem, pelas 14h00, saudosistas de António Oliveira Salazar concentraram-se no Largo do Município de Santa Comba Dão, em defesa do anunciado Museu do Estado Novo e para celebrar o 118º aniversário do nascimento do ditador.

Nessa concentração estavam, também, cerca de duas dezenas de “cabeças rapadas”, que empunhavam bandeiras de Porugal e a bandeira azul e branca da mobarquia, mostrando cartazes com a mensagem «Construam o Museu».

Após a concentração no Largo do Município, segui-se a romagem, já habitual ao cemitério, onde está sepultado o ditador, mas esta é a primeira vez que é precedida de uma concentração, com prévio pedido de autorização à Câmara Municipal de Santa Comba Dão (liderada por uma coligação PSD/CDS-PP).

O objectivo da concentração é «apoiar a decisão da autarquia em criar o museu do Estado Novo», na casa onde nasceu Salazar, no Vimeiro, a dois quilómetros de Santa Comba Dão, esclareceu à agência Lusa, o delegado para a região centro do movimento Nacionalista Terra, Identidade e Resistência (MNTIR), Vítor Ramalho.

«No nosso entender, este espaço (o Museu Salazar) pode ter todo o tipo de documentação», disse defendendo o Moviemento para a Torre do Tombo, onde se pode ver a maior herança do Estado Novo, ceda algum do material para o futuro museu.

Vítor Ramalho, interrogado pela Lusa, adiantou mesmo que a documentação relativamente às actividades da PIDE e dos presos políticos que estiveram nas cadeias como Tarrafal ou Peniche «possam estar presentes» no futuro museu.

O dirigente assegura que “a acção em Santa Comba Dão pretende lutar para que seja possível a criação do museu  e que esse período da história se possa discutir sem que haja pressões”. Tudo porque “a liberdade no nosso país deve possibilitar a grupos de cidadãos celebrarem e evocarem a memória de pessoas, que independentemente dos erros que cometeram, também tiveram algumas qualidades”.

Estudo avança que tratamento hormonal aumenta o risco de cancro nos ovários

•Abril 26, 2007 • Deixe um Comentário

Segundo a informação avançada pela Lusa, e tendo em conta um estudo realizado, as mulheres em menopausa sob tratamento hormonal de substituição (THS), há mais de cinco anos, correm o risco de contrair cancro do ovário. O estudo, divulgado pela revista médica The Lancet, incidiu sobre cerca de 950.000 mulheres em menopausa, que foram seguidas individualmente no Reino Unido, durante cinco a sete anos em média.

As conclusões deste estudo revelaram o aparecimento de um cancro do ovário suplementar em 2.500 mulheres que estiveram sob o THS durante cinco anos, e também uma morte suplementar, devido a esse cancro, em 3.300 mulheres na mesma situação. Contudo, não foi encontrado nenhum risco acrescido em mulheres que seguiram este tipo de tratamento da menopausa no passado e que eventualmente foi interrompido.

De entre as quase um milhão de mulheres em menopausa incluídas no estudo, 30 por cento seguiam o THS, 20 por cento seguiram-no no passado e 50 por cento nunca o seguiram. O facto é que, durante os anos em que foram acompanhadas pelo grupo Million Women Study (MWS) britânico, recrutadas entre 1996 e 2001, foram diagnosticados 2.273 cancros, de entre os quais 1.591 foram mortais. A frequência com que surgiam foi mais elevada entre as mulheres que estavam envolvidas no THS e aumentou com a duração do tratamento.

Desta forma, a taxa de incidência do cancro do ovário passou de 2,2 por mil mulheres, que nunca tomaram THS, para 2,6 por mil mulheres sob o tratamento, havendo assim um aumento do risco relativo de cerca de 20 por cento. Por sua vez, a taxa de mortalidade por cancro do ovário passou de 1,3 por mil não utilizadoras de THS para 1,6 por mil sob THS há cinco anos. O tipo de tratamento hormonal teve pouca influência nos resultados, bem como a tomada anterior de contraceptivos orais ou mesmo a prática do tabagismo.

A metodologia utilizada «levanta sérias reservas»

O presidente da Sociedade Portuguesa de Menopausa (SPM), Mário de Sousa, desvalorizou à Lusa os resultados desde estudo, uma vez que considera que a metodologia utilizada, para levar a cabo o estudo, «levanta sérias dúvidas».

O tratamento hormonal de substituição foi classificado de «cancerígeno», em 2005, pelo Centro Internacional de Investigação do Cancro (a agência para o cancro da Organização Mundial de Saúde – OMS).

No entanto, o risco acrescido de cancro da mama foi já confirmado por vários estudos realizados, sendo que um tratamento hormonal de substituição à base de unicamente estrogénios implica um risco acrescido de cancro do endométrio (revestimento interior do útero).   

Aumentam denúncias de abuso sexual de crianças na Internet

•Abril 18, 2007 • Deixe um Comentário

Um relatório da Internet Watch Foundation (IWF – uma das maiores organizações de fiscalização da Internet) revelou que as denúncias de páginas na web que envolvem imagens de abuso sexual de crianças aumentaram no último ano.

Mais de 31 mil denúncias de imagens de abuso sexual de crianças, em 2006, foram investigadas por esta instituição, que encontrou também imagens de abuso infantil em mais de dez mil páginas na Internet, localizadas em quase três mil sites. Estes dados indicam um aumento de 34 por cento em relação ao ano anterior. Este aumento do número de casos de abuso sexual surgiu, de certa forma, como consequência da melhoria nos processos de recolha de denúncias da IWF.

O relatório divulgou também uma subida na severidade das imagens, em que mais de três mil páginas mostravam abusos sérios, chegando mesmo ao sadismo, e muitas das crianças envolvidas têm menos de 12 anos. «As imagens são predominantemente de crianças pequenas, pré-adolescentes», afirmou o presidente do IWF, Peter Robbins. E continua: «elas não têm escolha. Não há consentimento, estão a ser violadas».

Para além da descoberta dos três mil sites, esta instituição descobriu igualmente cerca de mil sites de cariz comercial que vendem imagens de crianças a serem violadas, principalmente meninas novas.

Pedófilos com grandes conhecimentos tecnológicos

Os pedófilos têm cada vez mais conhecimentos de tecnologia para evitar serem apanhados, mostrou também o relatório da IWF. Os grupos de criminosos, que administram alguns sites comerciais de abuso infantil, dividem cada imagem e distribuem os fragmentos por vários servidores à volta do mundo, para que esses fragmentos só sejam reunidos quando um pedófilo fizer download da imagem pretendida.

Há ainda outros sites que aparecem apenas na Internet por curtos períodos de tempo ou mudam de servidores periodicamente entre países com legislações diferentes. Utilizando esta táctica, a polícia nunca tem tempo suficiente para reunir provas que retirem um site do ar. Um desses sites, a título de exemplo, foi denunciado 224 vezes ao IWF desde 2002.

Fontes: BBCNews e Portugal Diário.

ONU poderá realizar cimeira mundial do clima, em 2009

•Abril 13, 2007 • Deixe um Comentário

De acordo com o jornal Público, uma possível cimeira mundial sobre as alterações climáticas, em 2009, poderá constituir um prazo limite para os Governos chegarem a um acordo sobre o novo tratado que irá substituir o Protocolo de Quioto, que terminará em 2012, como referiu o secretário-geral da Convenção Quadro da ONU para as alterações climáticas, Ban Ki-moon.

«O secretário-geral está a elevar o debate sobre as alterações climáticas para um nível de interesse totalmente novo», esclareceu Yvo De Boer, que mostrou satisfação pelas declarações de Ban Ki-moon, sobre o facto de estar a ponderar realizar um encontro de alto nível em Setembro do corrente ano, com o intuito de preparar terreno para uma cimeira em 2008 ou 2009.

Uma possível cimeira em 2009 poderá obrigar os negociadores a chegarem a um acordo sobre o pós-2012.

O Secretário-geral da ONU afirmou, numa entrevista ao “Financial Times” publicada na passada quarta-feira, que um possível encontro a alto nível, em Nova Iorque, em Setembro, é a «abordagem mais prática e realista». Se este encontro, realizado à margem da Assembleia-Geral da ONU, for bem sucedido, «poderá assim ser debatida a concretização de uma cimeira em 2008 ou 2009», acrescentou Ban Ki-moon.

Dois anos para alargar Quioto

Relativamente ao encontro dos ministros do Ambiente em Bali, em Dezembro, De Boer está na expectativa que seja possível alcançar um acordo sobre o início de dois anos de negociações para alargar Quioto, com a finalidade de incluir os Estados Unidos e ainda países em desenvolvimento como a China, Índia ou mesmo o Brasil.

A negociação do Protocolo de Quioto, que teve a duração de dois anos, de 1995 a 1997, antevê a redução numa média de 5,2 por cento das emissões de gases com efeito de estufa em 35 países industrializados até 2008-2012. Contudo, em 2001, a rejeição dos Estados Unidos enfraqueceu Quioto.

Relatórios preocupantes da ONU

As preocupações ambientais continuam a estar na ordem do dia e são já vários os investigadores que querem saber quais as regulamentações internacionais a longo-prazo de redução de emissões, com o intuito de poderem orientar os investimentos em vários sectores, desde centrais a carvão aos aviões.

A respeito deste assunto, De Boer evocou alguns relatórios preocupantes da ONU este ano, que prevêem a subida do nível do mar; a propagação de doenças; bem como o aumento da frequência de inundações e vagas de calor, problemas estes que poderão fomentar a acção. Realçou ainda que a China e a África do Sul estão já a discutir o que poderão fazer para moderar as alterações climáticas.