Lisboa e Porto em marcha pela legalização da Cannabis
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A legislação do cultivo, venda e consumo medicinal e recreativo da Cannabis, é o mote da Marcha Global da Marijuana que se realiza amanhã em 200 cidades, nas quais se incluem Porto e Lisboa.
Num manifesto disponível na Internet – e que até quarta-feira tinha sido assinado por 180 pessoas – a COM.MARIA afirma que, esta iniciativa, pretende também apelar a uma maior investigação quanto às utilizações benéficas da planta. A Comissão pretende a “legislação da cannabis e das suas utilizações” bem como regulamentar “modos de obtenção da cannabis” e “encorajar o estudo e a pesquisa das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L”.
A organização da manifestação quer que seja criada regulamentação para que seja permitido, em estabelecimentos públicos, o consumo de cannabis e que “médicos e outros profissionais de saúde” possam prescrever a planta como tratamento terapêutico, à semelhança do que acontece no Canadá e na Catalunha, onde já se utiliza a cannabis, com sucesso assinalável, na redução da dor dos doentes de esclerose múltipla.
A Comissão Organizadora da Marcha Global pela Marijuana (COM.MARIA) considera que proibir o consumo da cannabis “não é do interesse público” uma vez que, põe em risco a saúde dos cidadãos, estimulando o mercado negro. Consideram esta proibição ineficaz e um “falhanço” na “sua missão de reduzir o consumo, o tráfico de drogas e o crime associado”.
A Marcha Global da Marijuana foi lançada em 1999, em Nova Iorque, Estados Unidos, na sequência de um encontro de interessados na legislação da cannabis, realizando-se sempre no primeiro sábado de Maio.
Em Portugal, realizou-se o ano passado pela primeira vez e foi organizada por um grupo de amigos, que tomou conhecimento da iniciativa através da Internet e reuniu cerca de 200 pessoas em Lisboa, pela legalização da cannabis.
Este ano, os organizadores esperam uma maior participação na marcha de Lisboa, uma vez que foi “organizada com mais tempo” e divulgada até em Nova Iorque.
Em Lisboa, a concentração dos participantes começa às 14h no Jardim das Amoreiras, estando previsto para as 16h o arranque da marcha do Largo do Rato ao Largo de Camões.
A animação também faz parte do programa e estará a cargo de DJ’s, bandas de percussão e grupos de música que actuarão antes, durante e depois da marcha.
No Porto, a concentração partirá depois das 15h da Praça do Marquês tendo como destino a Praça D. João I.
Os participantes da marcha no Norte também poderão esperar um animado cortejo a que se seguirá uma festa de encerramento, na qual têm entrada livre.
No site, a organização apela ainda a que os manifestantes usem “roupas verdes, tintas para o rosto – de preferência em tons de verde – apitos de plástico, panos com slogans reivindicativos (mas não ofensivos), alegria, djambés e pandeiretas”.

Nunca vi tanta bobagem por parte dos portugueses. A Cannabis, ou maconha no Brasil, marijuana no México(popularizada pelos EUA) é comprovadamente nociva. Fumei bastante, meus filhos também já andaram a fumar. Paraliza o cérebro e baixa a taxa de açúcar em excesso. Na Holanda, a liberação foi usada a fim de combater o uso mais nocivo da heroína. Um caso especial. Na Suécia, onde as drogas foram criminalizadas, o resultado foi muito bom.